segunda-feira, setembro 21, 2009

Hoje, apetece-me dizer isto...

Glória Charrinho,
Sou cantador Algarvio!


quarta-feira, setembro 16, 2009

Nada que não estivesse à espera...

16 Setembro 2009 - 00h31 (in Correio da Manhã Online)

Berlenga: ASAE fecha forte
A ASAE fechou o Forte São João Baptista, na Ilha da Berlenga, junto a Peniche, por a água doce das cisternas não estar microbiologicamente própria para consumo e por não existir licenciamento para o aluguer de quartos ao público. Os técnicos tinham estado na Ilha em Junho e tinham exigido várias obras de melhoramento.

terça-feira, setembro 15, 2009

Nem tudo o que luz é ouro...

Pois é...

A ilha da Berlenga ao fundo com este mar pelo meio, faz-nos pensar muitas vezes, que se para atravessar este pequeno pedaço de mar revolto como estava neste dia leva-nos a pensar "Nunca na vida eu ia à Berlenga com este mar", o que passaria pela cabeça dos marinheiros portugueses que se fizeram ao mar rumo a outros continentes e que por tormentas bem piores eles passaram.



Sem equipamentos sofisticados de navegação, radares, sondas, GPS, etc. e lá foram eles em busca do desconhecido.

Aqui fica a minha homenagem aos descobridores Portugueses.

Porquê falar apenas dos descobridores de outros tempos, se ainda hoje temos tantos e tantos pescadores que em seus botes ou lanchas se fazem ao mar revolto para no final do dia trazer para terra o pão para a boca. Sim porque não é todos os dias que Neptuno os premeia com um barco ou um cabaz que seja cheio de peixe.

Quais radares, quais sondas...
À faina vai-se com o saber, com o passar os marcos marítimos de boca em boca. De pais para filhos!

Quais filhos?
Aqueles que hoje apenas querem sentar à mesa e exigir que lhes ponham comer no prato!
Aqueles que se sentam no sofá agarrados à Playstation, e que exigem o último jogo que saiu!
Aqueles que não querem ir ao mar, porque se tem de trabalhar de noite, noite essa que hoje é feita para se curtir, beber uns copos...

Aqueles filhos que julgam que tudo lhes cai do céu!!!!

Eu sou filho e Como do meu trabalho, Dou à minha familia do meu trabalho, e Vivo do meu trabalho. Hoje depois da familia o trabalho é o mais importante, há que lutar por ele com unhas e dentes. Esses que pensam que tudo lhes cai do céu? Esses, um dia vão perceber o valor do trabalho.

Quando comecei a escrever estas linhas não tinha em mente nada do que acabei por escrever, mas a escrita é assim mesmo, é como as cerejas. Uma atrás da outra. Apenas queria homenagear os homens do mar e em particular um homem que todos os dias me bate ao coração. O meu avô Chico! Onde quer que estejas, um grande beijo bem apertado. Até sempre...

Quem não se lembra da Jeruza da Berlenga?

O desespero das Berlengas
(Filipa M. Ribeiro)
Foi uma personagem central na vida da Berlenga durante muitos anos. Davam-lhe o nome de Ruço ou Jerusa. Ás vezes era o Ruço II ou Jerusa II. Independentemente das designações era um burro. Para os distraídos era apenas a mascote do Farol da Berlenga, mas para os mais atentos era o companheiro de sacrifício que os faroleiros mais velhos ainda hoje recordam com a inevitável ternura.

«Trabalha-se aqui mais do que o burro da Berlenga» é uma expressão que, de vez em quando ainda se ouve por aquelas bandas, embora poucos tenham de facto visto o dito cujo a carregar as botijas de gás, os bidões de óleo, as ferramentas e toda a espécie de mobília desde o cais até ao cimo da ilha.

Sobre o pobre bicho trabalhador, dizem que era manhoso e adivinho. Nos dias em que o barco partia para Peniche, fugia e escondia-se para que não o encontrassem. Mas como numa ilha tinha pouca saída, que remédio tinha senão o de voltar à labuta, mesmo quando tentava morder quem se aproximasse.

Um dos exemplares de Ruço arranjou outra forma muito original (e subtil) de se vingar dos humanos: roubava cigarros, comia sabão e desfazia a roupa dos estendais. Já um outro enlouqueceu, não se sabe se de excesso de trabalho ou de solidão. Ainda assim, o burro da Berlenga tinha algum reconhecimento oficial. A 3 de Novembro de 1971, o chefe do farol oficiou à Direcção: "Comunica-se que o Burro que está ao serviço do Farol e que efectua os transportes do Cais da Berlenga- Farol, e vice-versa, se encontra doente, mal podendo andar, não suportando as cargas, caindo constantemente (...)Mais se informa que o Burro até ao momento cumpriu cerca de vinte anos de serviço. O preço de um burro novo é de 3000$00".

Alguns dias depois, o burro foi substituído e custou apenas 2100$00 segundo registos do Arquivo da Direcção de Faróis. Este último exemplar continuou a trabalhar para o Farol até 1985, altura em que foi substituído por um mini-tractor que não tem nome.

Fonte: www.editonweb.com

domingo, setembro 06, 2009

Passeio até à Aguieira

Ontem fiz mais um passeio de moto4, na companhia de alguns amigos com quem tenho o provilégio de partilhar alguns bons momentos da minha vida.

Desta vez foi a vez de ser eu a organizar o passeio e fizemos rumo até à Barragem da Aguieira. O dia estava quente, com sol, tudo aquilo que os amantes da moto4 não gostam. Pó.

Muito pó apanhamos pelo caminho. O piso estava completamente seco o que dificultou um pouco a progressão da caravana de 6 motas, 5 utilitárias e 1 desportiva do amigo Hugo com quem tivemos a oportunidade de  partilhar este passeio. Bem vindo Hugo!

Aos amigos que participaram neste passeio, um muito bem-hajam.