Pois é...
A ilha da Berlenga ao fundo com este mar pelo meio, faz-nos pensar muitas vezes, que se para atravessar este pequeno pedaço de mar revolto como estava neste dia leva-nos a pensar "Nunca na vida eu ia à Berlenga com este mar", o que passaria pela cabeça dos marinheiros portugueses que se fizeram ao mar rumo a outros continentes e que por tormentas bem piores eles passaram.
Sem equipamentos sofisticados de navegação, radares, sondas, GPS, etc. e lá foram eles em busca do desconhecido.
Aqui fica a minha homenagem aos descobridores Portugueses.
Porquê falar apenas dos descobridores de outros tempos, se ainda hoje temos tantos e tantos pescadores que em seus botes ou lanchas se fazem ao mar revolto para no final do dia trazer para terra o pão para a boca. Sim porque não é todos os dias que Neptuno os premeia com um barco ou um cabaz que seja cheio de peixe.
Quais radares, quais sondas...
À faina vai-se com o saber, com o passar os marcos marítimos de boca em boca. De pais para filhos!
Quais filhos?
Aqueles que hoje apenas querem sentar à mesa e exigir que lhes ponham comer no prato!
Aqueles que se sentam no sofá agarrados à Playstation, e que exigem o último jogo que saiu!
Aqueles que não querem ir ao mar, porque se tem de trabalhar de noite, noite essa que hoje é feita para se curtir, beber uns copos...
Aqueles filhos que julgam que tudo lhes cai do céu!!!!
Eu sou filho e Como do meu trabalho, Dou à minha familia do meu trabalho, e Vivo do meu trabalho. Hoje depois da familia o trabalho é o mais importante, há que lutar por ele com unhas e dentes. Esses que pensam que tudo lhes cai do céu? Esses, um dia vão perceber o valor do trabalho.
Quando comecei a escrever estas linhas não tinha em mente nada do que acabei por escrever, mas a escrita é assim mesmo, é como as cerejas. Uma atrás da outra. Apenas queria homenagear os homens do mar e em particular um homem que todos os dias me bate ao coração. O meu avô Chico! Onde quer que estejas, um grande beijo bem apertado. Até sempre...
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